segunda-feira, 22 de março de 2010

Dia Mundial da Água











Aproveitando o Dia Mundial da Água, 22 de março para lembrar a todos a necessidade de levarmos uma vida mais saudável, limpa e sustentável.
O nosso Planeta Água passa por uma fase de profundas mudanças que precisam ser levadas em conta por cada um de nós para garantirmos a continuidade da vida humana de uma forma digna, deixando para as próximas gerações as mesmas oportunidades de evolução que nos foram concedidas.
Como forma de homenagear nosso bem mais valioso que é a Água, mãe da vida na Terra, trazemos algumas fotos captadas ao longo de nossa jornada de Andarilho da Ilha.
Fazer sua parte é a melhor contribuição que você pode deixar para o planeta, porque a verdadeira forma de educar o próximo, é dando o exemplo de seus atos.
Feliz Dia da Água!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Teste e opinião Barracas Azteq Nepal 2 e Super Esquilo 2

Barraca Super Esquilo 2



Barraca Azteq Nepal 2



Fizemos o test-drive com essas duas barracas nacionais de ótima qualidade, e chegamos a conclusão que cada uma supre melhor as necessidades de diferentes tipos de usuários.
Como assim?!? Eu explico, rsrrsrs:

A Barraca Super Esquilo 2, da Trilhas e Rumos, é uma barraca melhor indicada para os usuários de camping, que não estão tão preocupados com o peso e o tamanho da barraca desmontada, porque não vão fazer longas caminhadas com ela nas costas e precisam de um pouco mais de espaço interno sem gastar muito.

A Barraca Nepal 2, da Azteq, é mais recomendada para praticantes de montanhismo ou cicloturismo, onde o peso e o tamanho da barraca desmontada é fundamental para ser carregada na mochila ou bagageiro da bike por longas e pesadas horas e que leva sempre equipamentos técnicos com o mínimo de peso e tamanho possível. O preço é mais caro, como todo equipamento técnico!

As duas barracas são altamente indicadas para no máximo duas pessoas, onde é possível acomodar as mochilas ou alfords dentro delas e esticar os dois sacos de dormir. Sendo que na Nepal 2 o espaço interno é mais compacto na area das pernas, e o usuário tem que ser mais organizado para caber tudo.

Sobre impermeabilidade a Nepal 2 resiste a mais coluna de água com 3000mm, ela foi testada no ambiente inóspito da Patagonia Argentina e resistiu a chuvas e ventos fortíssimos, enquanto a Super Esquilo 2 resiste a 2000 mm.

Aqui está o resultado dos testes com os prós e os contras de cada uma:

BARRACA : Super Esquilo 2

PRÓS : Espaço interno e preço ( de R$300 a 400,00 )

CONTRAS : Peso e Tamanho desmontada ( 3,8 kilos e 80 cm )


BARRACA : Nepal 2

PRÓS : Peso, Tamanho desmontada ( 1,95 kilos e 40cm ) e Praticidade ( possui duas entradas laterais e pode ser montado por apenas uma pessoa )

CONTRAS : Preço ( de R$500 a R$600,00 ) Não é auto sustentável, ou seja, só pára em pé se forem fixados os specs ( espetos ) no chão.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Ushuaia




















Enfim Ushuaia, uma cidade portuária que vive intensamente do turismo, no verão para as visitas ao parque e no inverno para a estação de esqui, que dizem ser a melhor da Argentina. Nós pegamos nossas bicicletas e pedalamos 12 kilometros até o Parque Nacional Tierra Del Fuego, onde fomos recebidos pelo guarda parque chamado Pablo que nos concedeu uma boa entrevista falando sobre gestão e plano de manejo do parque.
Devido ao projeto do nosso grupo, nós não pagamos a entrada no parque, mas cada visitante que não seja argentino paga $60 pesos para entrar. Dentro do parque existe uma boa estrutura de trilhas para caminhada e de acampamentos gratuitos e também há a opção de abrigos com calefação, cozinha coletiva e banho quente no Refugio Lago Roca, que fica 8 kilometros da entrada do parque e custa $25 pesos por pessoa para acampar e $45 pesos para dormir no refugio.
De dentro do parque a paisagem é encantadora, e há muitos animais que circulam pacificamente em volta das barracas como zorros ( raposas ), conejos ( coelhos ) e muitos pássaros.

No dia seguinte fomos ao fim da Rota 3, o lugar mais ao sul que é possível chegar por estrada do continente sulamericano, onde tem muitos turistas que vem de carro, ônibus ou catamarã para conhecer o parque e depois voltar aos cruzeiros maritimos que ficam ancorados em Ushuaia.
Depois disso, começamos a pedalar sentido norte, e fomos brindados por um belo dia de sol com arco-íris para sairmos de Ushuaia. Pedalamos em média 100 kilometros por dia e dormimos sempre acampados. No terceiro dia de pedalada pegamos o vento bem de frente onde o comentário mais comum dessa parte da estrada é algo como:
- O dia mais duro da minha vida, meu anemômetro ( medidor de velocidade do vento ) marcou 70 kilometros por hora, eu quase caí da bicicleta varias vezes...coisas assim.
Quando estava praticamente impossível ficar em cima da bicicleta conseguimos uma carona até Rio Grande, a próxima parada.

Em Rio Grande ficamos hospedados no Camping do Club Nautico, que custa $20 pesos para acampar, $25 pesos para dormir lá dentro com colchonetes numa sala ampla com calefação e $35 pesos numa cama.
Lá dentro, o clima é incrível, com muito cicloturistas do mundo todo e até um cara que viajava sozinho...a pé pela estrada. Cada um com sua história pra contar e cada um com muita vontade de compartilhar a experiência da viajem, com fotos e conversas.
Devido ao pouco tempo disponível, eu peguei um ônibus até Rio Gallegos e depois outro até Buenos Aires, depois outro até Floripa..ao todo quatro dias de estrada.
A equipe continuou pedalando rumo ao Chile e a outros Parques Nacionais.

sábado, 30 de janeiro de 2010

El Calafate


















Enquanto esperávamos as bikes chegarem a Rio Gallegos, pegamos um ônibus e fomos a El Calafate passar o Ano Novo. A passagem de Rio Gallegos a El Calafate custou $60 pesos argentinos e são 292 kilometros de distância.
Nos hospedamos no Camping Los Dos Pinos, que também tem chalés, quartos e casas para se hospedar, portanto conhecemos muitas pessoas de vários lugares do mundo. O curioso é que existe um número enorme de europeus fazendo a Carretera Austral no Chile pedalando, então, eles aproveitam e vão até Ushuaia antes de voltar a Europa.
Em El Calafate existem duas enormes montanhas para fazer trekking, El Balcon de Calafate e Huilyche, que tem 1050 metros de altura sobre o nível do mar e muitas vias de subida.
Nós subimos a um topo por dia e a vista do Lago Argentino e de El Calafate lá de cima é incrível.
El Calafate é uma cidade bem turística então os preços são mais altos de que outras cidades do Sul da Argentina, mas tem uma boa infraestrutura e bons passeios para se fazer, como Glaciar Perito Moreno, que custa $80 pesos o ônibus e mais $60 pesos para entrar no parque.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Patagonia Argentina






O Andarilho da Ilha foi para Ushuaia e El Calafate, na Patagonia Argentina, a convite de um grupo de estudantes da Ufsc, Universidade Federal de Santa Catarina, o Leonardo Ete, o Mauricio, o Rafael e o Renan.
A novidade dessa viajem foi que ao invés da boa mochila, desta vez levamos nossas bicicletas conosco e as nossas bagagens foram carregadas nos alfords ( tipo de bolsas que vão presas ao bagageiro da bicicleta ). O principal objetivo desse projeto foi percorrer alguns parques nacionais e pesquisar sobre os meios de administração, formas de gestão e também incentivar o cicloturismo no Brasil, que é pouco desenvolvido.
Decidimos fazer a viajem até Ushuaia de ônibus, devido aos preços da alta temporada e também porque estávamos em cinco, com cinco bicicletas.
Saimos de Florianópolis rumo a Buenos Aires pela Empresa Pluma que já estava sabendo via e-mail que levaríamos as bikes, sem problemas.
A distância de Florianópolis a Buenos Aires é de 1539 kilometros que foram feitos em 28 horas e custaram $220 reais.

Depois de Buenos Aires a Rio Gallegos tivemos problemas em carregar as bikes no bagageiro do ônibus da Empresa Andesmar, porque o ônibus era double ( com dois andares de passageiros) e realmente não teria espaço para cinco bicicletas. Tivemos que despachar as bikes como encomenda pela Andesmar Express e nos custou $120 pesos argentinos.

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