


















Enfim Ushuaia, uma cidade portuária que vive intensamente do turismo, no verão para as visitas ao parque e no inverno para a estação de esqui, que dizem ser a melhor da Argentina. Nós pegamos nossas bicicletas e pedalamos 12 kilometros até o Parque Nacional Tierra Del Fuego, onde fomos recebidos pelo guarda parque chamado Pablo que nos concedeu uma boa entrevista falando sobre gestão e plano de manejo do parque.
Devido ao projeto do nosso grupo, nós não pagamos a entrada no parque, mas cada visitante que não seja argentino paga $60 pesos para entrar. Dentro do parque existe uma boa estrutura de trilhas para caminhada e de acampamentos gratuitos e também há a opção de abrigos com calefação, cozinha coletiva e banho quente no Refugio Lago Roca, que fica 8 kilometros da entrada do parque e custa $25 pesos por pessoa para acampar e $45 pesos para dormir no refugio.
De dentro do parque a paisagem é encantadora, e há muitos animais que circulam pacificamente em volta das barracas como zorros ( raposas ), conejos ( coelhos ) e muitos pássaros.
No dia seguinte fomos ao fim da Rota 3, o lugar mais ao sul que é possível chegar por estrada do continente sulamericano, onde tem muitos turistas que vem de carro, ônibus ou catamarã para conhecer o parque e depois voltar aos cruzeiros maritimos que ficam ancorados em Ushuaia.
Depois disso, começamos a pedalar sentido norte, e fomos brindados por um belo dia de sol com arco-íris para sairmos de Ushuaia. Pedalamos em média 100 kilometros por dia e dormimos sempre acampados. No terceiro dia de pedalada pegamos o vento bem de frente onde o comentário mais comum dessa parte da estrada é algo como:
- O dia mais duro da minha vida, meu anemômetro ( medidor de velocidade do vento ) marcou 70 kilometros por hora, eu quase caí da bicicleta varias vezes...coisas assim.
Quando estava praticamente impossível ficar em cima da bicicleta conseguimos uma carona até Rio Grande, a próxima parada.
Em Rio Grande ficamos hospedados no Camping do Club Nautico, que custa $20 pesos para acampar, $25 pesos para dormir lá dentro com colchonetes numa sala ampla com calefação e $35 pesos numa cama.
Lá dentro, o clima é incrível, com muito cicloturistas do mundo todo e até um cara que viajava sozinho...a pé pela estrada. Cada um com sua história pra contar e cada um com muita vontade de compartilhar a experiência da viajem, com fotos e conversas.
Devido ao pouco tempo disponível, eu peguei um ônibus até Rio Gallegos e depois outro até Buenos Aires, depois outro até Floripa..ao todo quatro dias de estrada.
A equipe continuou pedalando rumo ao Chile e a outros Parques Nacionais.