quarta-feira, 8 de junho de 2016

Urubici - Diário da Trip

Fizemos uma trip de fim de semana para Urubici, unimos forças com o grupo de Blumenau, chamado Anunnaki Trilhando e alugamos uma casa em conjunto. O objetivo principal da trip foi o trekking no Canyon Espraiado e depois fomos a Serra do Corvo Branco e na Cachoeira da Neve.
Agradecemos muito por essa nova parceria, que fortaleceu ainda mais nosso amor pelas caminhadas e ainda deu o gás necessário para seguirmos escrevendo aqui no blog!
Vamos ao diário:

Dia 01 - Sexta feira - Saímos de Florianópolis as 20:00hs e chegamos na casa alugada em Urubici pontualmente as 23:00hs.
Nos apresentamos ao grupo Anunnaki Trilhando, que nos convidou para essa caminhada pelo Facebook. Anunnaki Trilhando é um grupo muito alto astral e todos estão bem preparados para longas caminhadas, como essa.
Arrumamos o quarto e fomos dormir para acordar as 05:45hs.

Dia 02 - Sábado - Acordamos com a temperatura de 4º, e sensação térmica de - 4 graus.
Tomamos o café da manhã, comemos uvas, bananas e mingau de leite de soja com aveia, amaranto e quinoa bem quente para aquecer o corpo.
Quando fomos sair com o carro para encontrar o guia, o parabrisa estava congelado e tive que ligar o aquecedor da frente e de trás e esperar um tempo pra poder ver alguma coisa antes de dar a marcha ré.

Encontramos com o Dani Wirth, nosso guia e proprietário do Terras do Sul Ecoturismo, ele é ex morador de Floripa e um cara muito gente boa e conhecedor da região.
Seguimos de carro até onde foi possível passar, e por ter muitas pedras de rio na estrada, tivemos que estacionar os carros e seguir a pé.

O Dani estava com a chave do cadeado, pagamos R$20 por pessoa para entrar na propriedade particular que fica o Canyon Espraiado.
Pontualmente as 08:00 começamos a caminhada, a primeira parte é toda plana em direção as furnas, atravessamos um riozinho e seguimos sempre em frente.

Relevo na região de Urubici, na Serra Catarinense

Ponte Pênsil sobre o Rio Canoas

Inicio da caminhada

Primeira visão da Pedra da Águia

Dani resetando o GPS para nos orientarmos na caminhada

Rio Canoas

Pedras de rio no caminho, que nos impediu de passarmos com os carros baixos

Muita água no começo da caminhada
Travessia do primeiro arroio


Depois de uns 3 kilometros começamos a subida, e então fizemos uma breve parada aos 7 kilometros para removermos a 3º camada de roupa e também as toucas e luvas. A altitude estava em torno de 1100 m.s.n.m.
O Lobo, um cão da região apareceu e decidiu passar o dia todo conosco.
Após 3 horas de caminhada, ao fim das subidas e curvas, chegamos em campo aberto, onde os búfalos se alimentam livremente.
A paisagem se torna muito linda com muitas araucárias e já é possível avistar o canyon. Pausa para a foto oficial do Grupo Anunnaki Trilhando.
Na área aberta o vento é muito gelado e a sensação térmica cai bastante.

Começo da subida

Furnas começam a se mostrar

Primeira pausa do dia

Araucárias

Caminhando e conversando com o Dani

Búfalos locais da região

Ganhando altitude


Gaia, uma de nossas companheiras do dia, dog do Dani

Foto oficial do grupo, Lobo na frente

Primeiro avistamento do Canyon

Depois de uma descida com bastante lama, e depois de cruzamos mais um rio, entramos em mata fechada para adentrar um bambuzal e chegar numa cachoeira muito pouca conhecida, com uma vista deslumbrante.
Fizemos nosso lanche na beira da água.

Descendo para chegar a cachoeira
Chegando perto do canyon
Chegando ao rio
Cruzando o rio
Queda com mais de 100 metros de altura
O guia Dani Wirth na cachoeira
Cachoeira quase secreta, poucas pessoas descem até ela
Ao lado da queda de mais de 100 metros de altitude


Andarilho da Ilha no Canyon Espraiado

Anunnaki Trilhando fazendo o lanche


Quedas dágua do Canyon Espraiado

Descendo para chegar ao canyon

Chegando perto 

Descida rumo ao canyon

Canyon Espraiado

As 12:30 hs chegamos na borda do canyon, o solo é de turfas, que lembra esponjas encharcadas, em alguns pontos se torna impossível não afundar completamente as botas, portanto é altamente recomendado um calçado impermeável.
A visibilidade estava boa, com nuvens dentro do canyon, que renderam belas fotos a todos. A maior altitude do dia foi 1450 m.s.n.m.

A recompensa da caminhada
Acima das nuvens

Luli Andarilha da Ilha

Mais uma foto oficial do Anunnaki Trilhando

Torres de pedra

Canyon Espraiado

Com o vento as nuvens sobem o Canyon Espraiado

Cabeça de águia

Seguimos caminhando pela borda do canyon e as 14:00hs decidimos começar a descida para não
precisarmos caminhar no escuro, a volta é feita pelo mesmo caminho e foi bem tranquila.
Chegamos na base as 17:30 hs, o grupo Anunnaki Trilhando foi direto pra casa, enquanto eu e a Luli fomos conhecer o Terras do Sul Ecoturismo de propriedade do Dani.
Resolvemos jantar lá, no restaurante vegetariano Tribo da Lua.
O jantar estava maravilhoso, e trocamos boas informações sobre vegetarianismo e sobre como produzir o próprio leite a partir de amendoim, arroz entre outras coisas.
Voltamos para casa para o merecido banho quente e o sono depois de 9 horas de caminhada e 22 km percorridos.

DIA 03 - Domingo - Serra do Corvo Branco e Cachoeira da Lua

Acordamos, tomamos café e demos uma geral na casa antes de entregar e sair. Nos despedimos do Anunnaki Trilhando e seguimos nossa aventura. Fomos de carro até a estrada que desce a Serra do Corvo Branco.
Primeiro estacionamos no topo para observar e tirar umas fotos, depois descemos. Umas cinco curvas abaixo a visibilidade se tornou zero, e com o asfalto molhado achei melhor estacionar e esperar. Uma picape que subia, vindo de Tubarão estacionou do nosso lado e perguntei se dava pra descer de Corsinha, sua resposta foi:
- Rapaz, eu não desceria!
kkkkkkk Mensagem captada, demos meia volta e voltamos para Urubici.


Topo da Serra do Corvo Branco

Corte da rocha basáltica


Descer ou não descer?



Estrada pro céu?

Curva sobre curva

Melhor voltar



Resolvemos encontrar uma cachoeira que ainda não conhecíamos em Urubici.
Li na placa Cachoeira da Neve, e seguimos rumo a ela. A estrada de terra de apenas 1,2 km é muito linda e bem preservada. No caminho há uma placa indicando que aquela araucária teria mais de 400 anos, ela adora abraços de agradecimento! kkkkkkkkk




Chegamos então ao sítio Arroio do Engenho, onde ficam as cachoeiras, lá conhecemos o Beto e o Seu Hélio, proprietários do local.
O Beto, que também é guia de aventuras, nos mostrou as fotos e explicou que a Cachoeira da Neve foi batizada assim, porque ela é a unica cachoeira que produz neve devido a soma de três fatores:
Sua altura de 85 metro, que somando a uma geada em dia seco com temperatura muito baixas, a própria água da queda condensa e produz neve!
Para chegar nas cachoeiras existe uma trilha de 700 metros muito bem conservada e totalmente preparada para o acesso de turistas, com escadas de pedra, corrimão e pontezinhas de madeira. A natureza permanece intacta dentro do sítio. O valor de preservação do local é R$5 por pessoa.

Placas explicativas no meio do caminho

Arroio do  Engenho, mata nativa primária intacta


Ponte facilitando acesso dos turistas

Xaxins Centenários


Detalhes naturais

Cachoeira da Neve

Cachoeira da Neve

Base da cachoeira, onde ocorre a formação de neve

Gruta atrás da queda dágua

Vista por trás da queda dágua


Cachoeira das Araucárias

As 14:00hs pegamos a estrada de volta a Florianópolis, realizados com mais essa trip. Muito agradecidos pela a participação de todos!


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